top of page

Local

Espaço Íris

R. Abílio Figueiredo, 92 , 9º Andar - Anhangabaú, Jundiaí - SP, 13208-140, Brazil

Horário

Terça: 13:00 às 16:00

Sexta: 09:30 às 11:30

Contato

(11) 9 5600 - 8955

© 2024 por Dr. Roberto Giordano. Criado por Assessoria Lemon

há 6 dias
3 min de leitura

Muitas mulheres desejam retirar as próteses, mas têm receio de ficar com as mamas vazias, caídas ou pequenas demais. Para esses casos, existe uma abordagem que combina três etapas em um mesmo planejamento: explante, mastopexia e lipoenxertia.

O objetivo é retirar o implante, reposicionar a mama e devolver parte do volume usando a própria gordura da paciente. Essa combinação se tornou mais comum à medida que o explante cresceu: só em 2023, foram 335.939 retiradas de implantes no mundo, segundo a ISAPS. Em um estudo publicado no Aesthetic Surgery Journal com 131 pacientes submetidas a explante e mastopexia, 47,3% também receberam enxerto de gordura na mesma cirurgia.

O que cada etapa faz?

  • Explante: retira a prótese e, quando indicado, a cápsula

  • Mastopexia: remove o excesso de pele, eleva a mama e reposiciona a aréola

  • Lipoenxertia: transfere gordura de outra região do corpo para as mamas, dando volume e suavizando o contorno

A gordura costuma ser retirada por lipoaspiração de áreas como abdômen, flancos ou coxas, passa por um preparo para separar as células de gordura de líquidos e resíduos e é injetada em pequenas quantidades, em diferentes camadas da mama. Esse cuidado aumenta a chance de a gordura “pegar”, ou seja, ganhar circulação no novo local.

Para quem essa combinação é indicada?

  • Pacientes com flacidez que precisam de mastopexia

  • Quem tem pouco tecido mamário próprio e deseja mais preenchimento, principalmente no colo

  • Mulheres com gordura disponível em outras regiões do corpo

  • Quem busca um resultado mais natural, sem um novo implante

Pacientes muito magras podem não ter gordura suficiente para um ganho de volume relevante, o que é avaliado na consulta.

Quanto da gordura permanece?

É importante alinhar expectativas, e os números ajudam nisso. Parte da gordura enxertada é naturalmente reabsorvida pelo organismo nos primeiros meses. Uma revisão sistemática que reuniu 35 estudos e 3.757 mulheres mostrou que, em média, 58% do volume enxertado permanece, com variação de 44% a 83% entre os estudos.

Na prática, isso significa que:

  • A lipoenxertia não substitui o volume de uma prótese: ela devolve um preenchimento moderado e melhora o contorno

  • O resultado definitivo costuma ser avaliado após cerca de 3 a 6 meses, quando a reabsorção se estabiliza

  • Em alguns casos, uma nova sessão pode ser indicada para complementar o volume

  • A gordura que permanece se integra ao tecido e acompanha as variações de peso do corpo

Mesmo com essas limitações, a mesma revisão aponta que a satisfação das pacientes permanece alta.

Tudo junto ou em etapas?

Dependendo do caso, os três procedimentos podem ser feitos no mesmo tempo cirúrgico ou divididos em etapas. Um trabalho publicado no Plastic and Reconstructive Surgery Global Open considerou o autoaumento com tecido da própria mama, com ou sem gordura, feito junto com o explante, uma opção segura e com potencial de reduzir custos.

Em algumas pacientes, porém, é mais seguro fazer a lipoenxertia após a cicatrização do explante, quando os tecidos estão mais estáveis e recebem melhor a gordura. A decisão considera a espessura dos tecidos, a extensão da capsulectomia e o volume desejado.

Por que o acompanhamento com mastologista faz diferença?

A gordura enxertada pode gerar pequenos nódulos benignos, como cistos oleosos, áreas de necrose gordurosa e calcificações. Na revisão citada acima, a necrose gordurosa apareceu em 9,4% dos exames de imagem e as calcificações em 1,2%.

Essas alterações são benignas, mas aparecem na mamografia, no ultrassom e na ressonância, e precisam ser corretamente diferenciadas de achados que exigem investigação. Por isso, ter a cirurgia e a interpretação dos exames de imagem conduzidas por um mastologista traz mais segurança para o rastreamento das mamas ao longo dos anos, evitando ansiedade e biópsias desnecessárias.

Como é a recuperação?

A recuperação soma os cuidados da mastopexia com os da lipoaspiração. Além do sutiã cirúrgico, a paciente usa cinta compressiva na área doadora da gordura. Hematomas e inchaço nessa região são esperados e melhoram nas primeiras semanas. Atividades leves são retomadas em poucos dias, com liberação gradual para exercícios.

Quer retirar o silicone e manter mamas firmes e com contorno natural? Agende sua avaliação e descubra se essa combinação é indicada para você.

Referências

1. ISAPS. International Survey on Aesthetic/Cosmetic Procedures performed in 2023.

2. Estudo sobre explante, capsulectomia e mastopexia simultâneos em 131 pacientes. Aesthetic Surgery Journal, 2023.

3. Autologous fat grafting in breast augmentation: a systematic review highlighting the need for clinical caution. Revisão sistemática, 35 estudos.

4. Kirwan L, Wazir U, Mokbel K. Simultaneous Salvage Auto-augmentation: Contemporary Strategy for Management of the Breast Explantation Patient. Plastic and Reconstructive Surgery Global Open, 2023.

 
 
 

Comentários


bottom of page